quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Talvez não ser,é ser sem que tu sejas,sem que vás cortandoo meio dia com uma

flor azul,sem que caminhes mais tardepela névoa e pelos tijolos,

sem essa luz que levas na mãoque, talvez, outros não verão dourada,

que talvez ninguémsoube que cresciacomo a origem vermelha da rosa,

sem que sejas, enfim,sem que viesses brusca, incitanteconhecer a minha vida,

rajada de roseira,trigo do vento,E desde então, sou porque tu ésE desde então és

sou e somos...E por amor Serei... Serás...Seremos...
Pablo Neruda

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